O GIA, o laboratório que mais certifica diamantes no mundo, vai passar a incluir comentários diretos sobre fluorescência em seus certificados. A confirmação veio em entrevista do instituto à revista JCK, publicada em 16 de outubro, e o anúncio oficial está previsto para o quarto trimestre, antes de a mudança chegar aos novos laudos.
O que vai mudar nos certificados
Segundo a JCK, o GIA prevê dois comentários. O principal dirá que a fluorescência pode realçar a aparência do diamante em ambientes ricos em luz ultravioleta, como a luz natural do dia.
O segundo será raro: deve aparecer em menos de 0,2% dos diamantes naturais certificados. Ele avisará que, nesses casos, a fluorescência pode deixar mais visíveis características como transparência reduzida ou aspecto leitoso sob luz com muito UV. O instituto ainda não divulgou modelos dos novos laudos.
O que é fluorescência
É o brilho, quase sempre azulado, que alguns diamantes emitem sob luz ultravioleta. Um estudo de 2021 da revista científica do GIA estima que cerca de 30% das pedras mostram fluorescência perceptível, e só uma parte delas tem intensidade média, forte ou muito forte: algo como 3% de todos os diamantes avaliados.
Por que isso importa para quem compra
Por décadas, o mercado tratou a fluorescência com desconfiança. Um estudo de 1997 já registrava descontos de até 15% em algumas pedras de cor D a H com fluorescência muito forte. Com a explicação no próprio certificado, a tendência é uma escolha mais informada.
- Exija o certificado e leia o campo de fluorescência.
- Observe o diamante à luz do dia, não só sob a luz da vitrine.
- Fluorescência leve raramente muda a beleza no uso diário.
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Fonte: JCK: GIA to Add Fluorescence Comments to Diamond Reports
