Bolsa de Diamantes de Israel fecha acordo de impostos para competir com Bélgica e Dubai

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A Bolsa de Diamantes de Israel (IDE) e a autoridade tributária do país assinaram um acordo que acaba com a exigência de renda mínima presumida para comerciantes de diamantes. A novidade foi anunciada pela IDE no domingo, 11 de outubro, segundo a Rapaport, e vale para 2027 e 2028.

Como vai funcionar

A renda tributável passa a ser calculada como um percentual fixo e baixo do faturamento. Assim, cada comerciante que aderir sabe, já no início do ano, sobre quanto vai pagar imposto. O diretor-executivo da IDE, Nadav Sheinberger, resumiu a mudança como certeza antecipada para o setor.

A disputa com Bélgica e Dubai

A IDE apresenta o acordo como uma arma na concorrência entre os grandes centros de comércio de diamantes:

  • Na Bélgica, a renda tributável é fixada em 2,1% do faturamento, mais de três vezes a taxa israelense.
  • Gemas e joias entram em Israel sem tarifa, enquanto Dubai cobra 5%.
  • Empresas estrangeiras se registram rápido em Israel; em Dubai, o processo pode passar de um ano.

O que isso significa para o mercado

Antes de chegar a uma vitrine, um diamante costuma passar por vários centros de lapidação e negociação. Regras mais simples em um desses polos podem mexer nas rotas e nos custos do setor, que vive um momento de ajuste. Para quem compra, o que vale continua igual: procedência clara e certificado.

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Fonte: Rapaport: Israel Diamond Exchange Signs New Agreement with Tax Authority