O ouro começou a semana em leve alta. Na manhã desta segunda-feira, 19 de outubro, a onça era negociada perto de US$ 4.171, avanço de cerca de 0,2%, segundo a Reuters. Por trás do movimento, dois dados chamam atenção: o banco central da China fez em setembro sua maior compra mensal em três anos, e os fundos de ouro (ETFs) chegaram a um estoque recorde.
O que mexeu no preço
O petróleo recuou de uma máxima de cinco meses depois que os Estados Unidos suspenderam sanções e tarifas sobre a Rússia. Isso aliviou o temor de inflação, que tinha crescido com os dados fortes de preços ao consumidor e ao produtor na semana anterior. Pelo monitor CME FedWatch, a chance de alta de juros nos EUA ainda em outubro caiu para 15%, mas a de alta em dezembro segue perto de 89%. A prata subia 0,85%, para cerca de US$ 57,49 a onça.
China compra pelo 23º mês seguido
- O banco central chinês adicionou 21 toneladas em setembro, a maior compra desde setembro de 2023.
- As reservas oficiais chegaram a 2.196 toneladas.
- Segundo o World Gold Council, os bancos centrais compraram 170 toneladas no ano até agosto, com China, Uzbequistão e Polônia na frente.
ETFs em nível recorde
Os fundos de ouro receberam US$ 10 bilhões em setembro e atingiram 4.256 toneladas em estoque, o maior volume já registrado. No terceiro trimestre, as entradas somaram US$ 31 bilhões, também recorde.
E no Brasil?
Com o dólar perto de R$ 5,08, o grama do ouro 18k estava em torno de R$ 510,81 na manhã de segunda. Acompanhe os valores atualizados na nossa página de cotação do ouro hoje. Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento.
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Fontes: Reuters via MarketScreener · Kitco · World Gold Council
