Botsuana está perto de fechar com o Global Diamond Consortium (GDC) a divisão das participações na De Beers, segundo reportagem da Rapaport de 14 de outubro, que cita a Bloomberg. Pelo desenho em negociação, o país africano pode subir sua fatia para cerca de 25%, mas ainda não há acordo final.
Quem está na mesa
O GDC, liderado pelo ex-presidente da De Beers Gareth Penny, é o comprador preferido no processo de venda conduzido pela Anglo American. O consórcio também reúne Namíbia e Angola, dois outros grandes produtores africanos. Nesta semana, outra notícia agitou a disputa: Richemont e Signet podem se juntar a um dos interessados.
O que muda para Botsuana
- Hoje o país tem 15% da De Beers e 50% da Debswana, a mineradora que opera em parceria com a empresa.
- A meta inicial era ter o controle; os cerca de 25% indicam uma posição mais pragmática.
- Segundo a Bloomberg, o acordo deve prever pagamentos adicionais ligados ao desempenho da De Beers depois da venda.
O pano de fundo
O setor atravessa um período difícil, com consumo de luxo mais fraco na China, avanço dos diamantes de laboratório, tensões comerciais e incerteza geopolítica. A Rapaport, porém, aponta sinais de recuperação nos últimos meses.
Para quem compra, a disputa reforça algo simples: diamante natural é um recurso finito, controlado por poucos países e empresas, e a origem bem documentada vale cada vez mais.
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Fonte: Rapaport: Botswana Nears Deal on Size of De Beers Stake
